“Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites?” Sl 8.3-4
Grandes ou insignificantes? O que somos nós diante do universo que nos rodeia? Qual a nossa real dimensão?
Por vezes, para tomarmos a noção do todo, precisamos de nos distanciar o suficiente para ver a figura completa. Tomemos por exemplo um quadro. Se estivermos com o nariz “colado” à tela podemos observar os pormenores da sua constituição, podemos até cheirar a tinta, mas torna-se impossível discernir o principal, o motivo da pintura em si. Precisamos de perspectiva!
Da mesma forma, creio que para enterdermos melhor a humanidade precisamos de criar algum distanciamento da mesma observando a imensidão daquilo que nos rodeia, tanto em termos físicos como temporais.
Para o efeito, extrai alguns dados de um livro de Philip Yancey chamado “Oração”, que passo a transcrever:
Se a Via Láctea fosse do tamanho da América do Norte, o nosso sistema solar caberia numa chávena de café. Neste momento duas sondas espaciais viajam em direcção à orla do nosso sistema solar a uma velocidade crescente, que hoje atinge 160.000 km/h. Há quase 30 anos que se afastam da Terra estando hoje a cerca de 14 biliões de quilómetros de distância. Quando os engenheiros enviam um comando à velocidade da luz para a sonda, são necessárias 13 horas para que ele chegue ao destino.
Tal como o nosso sistema solar, existem vários milhões de outros idênticos só na nossa galáxia, a Via Láctea. Semelhantes à nossa galáxia, calcula-se que existam outros 100 biliões de galáxias por esse universo fora. À velocidade da luz seriam necessários 15 biliões de anos para enviar uma mensagem até à orla do universo.
Talvez as seguintes figuras nos ajudem a conseguir um vislubre destas dimensões:
“Faz-me conhecer, ó Senhor, o meu fim, e qual a medida dos meus dias, para que eu saiba quão frágil sou. Eis que mediste os meus dias a palmos; o tempo da minha vida é como que nada diante de ti. Na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade. Na verdade, todo homem anda qual uma sombra; na verdade, em vão se inquieta, amontoa riquezas, e não sabe quem as levará. Agora, pois, Senhor, que espero eu? A minha esperança está em ti.” Salmos 39.4-7
Procurei saber a idade do nosso universo e a idade do nosso planeta. Após uma pesquisa na net, estes foram os dados que encontrei: o nosso universo tem 13700 milhões de anos e a terra 4560 milhões. Segundo a genealogia bíblica, a humanidade tem cerca de 6000 anos de existência. Os números são elevadíssimos para os entendermos. Talvez seja mais fácil assim: se o nosso planeta tivesse 1 ano, o nosso tempo médio de vida não chegaria a meio segundo.
Quão pequenos somos nós? Quão fugaz a nossa existência? Quão grande é o criador de um universo cujas dimensões excedem a nossa compreensão?
“Seca-se a erva e caem as flores, soprando nelas o hálito do Senhor. Na verdade o povo é erva.” Is 40.8
Torna-se-me impossível fazer mais uma pergunta: qual o nosso papel no meio de tudo isto?

Stephen W. Hawking escreveu que “vemos o universo da maneira como ele é porque, se fosse diferente, não estaríamos aqui para vê-lo”. De facto, observando atenciosamente o nosso universo, percebe-se que o mesmo foi afinado “ao milímetro” para proporcionar as condições necessárias à vida neste pequeno planeta chamado “Terra”. Se a força gravitacional fosse reduzida ou aumentada em 1%, o Universo não se formaria; por uma minúscula alteração na força eletromagnética, as moléculas orgânicas não se uniriam.
E o que é que isto me diz? Que não somos grandes pelas nossas dimensões mas pela importância que o Criador nos atribui. O universo foi criado para nos receber!
“Antes de ter criado o mundo, Deus nos escolheu para que lhe pertencêssemos…” Ef 1.4
A criação dá testemunho da Sua existência e Ele convida-nos a conhecê-Lo. É verdade que esta vida não passa de um fumo que rapidamente se desvanece, mas é verdade também que estamos a falar apenas de um prelúdio à eternidade. O Deus eterno fez-nos para si mesmo eternos!


Setembro 2, 2008 ás 10:18 pm |
O que dizer perante estas coisas? Ficamos sem palavras, mas sabemos que algo tem de ser dito: obrigado, Deus, pelo teu amor grandioso, que permite a vida de seres tão minúsculos como nós.
Setembro 3, 2008 ás 6:22 pm |
Tanta beleza e tantas coisas inexplicáveis, mas só a capacidade do nosso Deus para fazer tudo isto, e nós tão pequeninos mas tão complexos, feitos tão ao pormenor p’las suas mãos e não é que ele nos ama tanto tal qual como nós somos, incrível não é?
Setembro 5, 2008 ás 9:18 pm |
Um destes dias ouvi que damos mais importância aos nossos sentidos do que há ausência deles. temos tendência a dar mais valor ao que vimos, ouvimos, sentimos….do que ao que não vemos, ou ouvimos, ou sentimos, esquecemo-nos que as estrelas brilham mesmo em dias de trovoada.
O Senhor o deu, o Senhor o tirou, bendito seja o nome do Senhor.
Setembro 8, 2008 ás 6:46 pm |
É um prazer visitar o vosso blog , obrigado pr. Bruno pela reflexão, pois somos importantes o suficiente ( e tamanho tb) para que DEUS em forma do seu filho descer de uma esfera superior do que a nossa galaxia para nos salvar, espero vir cá mais vezes, obrigado.
Setembro 14, 2008 ás 2:41 am |
Gosto tanto de pensar que Deus teve o trabalho e criar tudo o que existe só para puder viver. Acho que é impossível calcular o amor do nosso Pai. Obrigado Deus porque apesar de ser tão pequeno em relação a tudo o resto, tu preocupas-te com a minha vida.