“Toda a gente sai às compras, são as prendas p’ra oferecer
Um sorriso em suas faces todos podem ver!
Há um brilho especial, no olhar de cada um,
A alegria paira no ar onde quer que vás…
Estamos no Natal
Tu podes vê-lo, reconhecê-lo,
Estamos no Natal, que é real!“
Esta é apenas uma entre muitas canções que nunca mais esqueci. Pertencia a um dos vários musicais de Natal em que participei durante a minha infância. Recordo com saudade esses tempos. Este vai o meu 32º Natal! Não que me lembre de todos, como é óbvio, mas tenho memórias muito boas que venho “arquivando” ao longo dos anos. Com ou sem abundância, sempre tive a felicidade de o passar em família.
Mas como diz esta música, existe um entusiasmo próprio da época. Podemos senti-lo e observá-lo. Podemos ouvi-lo, podemos até cheirá-lo!!! Está no ar e acaba por nos envolver a todos.
Será?
Por vezes dá-me a sensação que o “espírito do Natal” está a mudar. E por mais incrível que pareça, essa mudança já me começou a afectar a mim também… é que esse entusiasmo parece existir apenas nas letras das canções e nos enfeites das ruas. Eu começo a perguntar, o que é que mudou?
É estranho, mas tornou-se comum alguém chegar ao pé de mim com um “brinquedo novo” e dizer: – Esta é a prenda que comprei para mim mesmo neste Natal!
Como é que é?!? Oferecemos um presente a nós mesmos? E também o embrulhamos e colocamos debaixo do pinheirinho de Natal? E quando o abrimos também dizemos com espanto: – Ah! Como é que eu adivinhei? Era mesmo isto que eu precisava!
É no mínimo bizarro, mas já dei comigo a fazer o mesmo! Não é que o Natal sejam as prendas, mas isto é sintomático. Já esquecemos o que significa tudo aquilo que estamos a celebrar. Esquecemos que na origem desta festa está uma dádiva de amor sacrificial à humanidade. Um Deus que escolhe não se servir a si mesmo, mas aos outros. E quando esquecemos que é disto que se trata, tudo o resto degenera.
“Melhor coisa é dar do que receber”!
Se neste Natal nos conseguirmos esquecermos um pouco de nós mesmos para fazer felizes aqueles que nos rodeiam, talvez consigamos entender melhor estas palavras de Jesus. Quem sabe, dando-nos a nós mesmos, talvez até sejamos cheios desse “espírito natalício” que teima em não bater à porta do nosso coração!
Feliz Natal!

Dezembro 19, 2007 ás 5:42 pm |
Concordo (claro)!
Depois de ler este magnífico texto, que me fez lembrar desta verdade espiritual, vou esforçar-me para dar mais de mim aos outros. Sei que serei mais feliz!!!
Obrigada pelo vosso coração… e as vossas palavras!
Beijos
Dezembro 19, 2007 ás 11:58 pm |
Yah! É verdade! Temos de procurar dar-nos aos outos, procurar fazer felizes aqueles que nos rodeiam!
E não será que, quando vimos aqueles que gostamos contentes, que é nessas alturas que vem até nós uma alegria imensa que contamina o nosso coração? Eu penso que sim!
Eu anseio um natal sem prendas para provar da verdadeira essência do natal!
Um natal em que depositamos as nossas expectactivas no amor que temos para dar e não nas prendas que temos para receber!
Espero ter-me feito compreender!
Feliz natal Bruno e continua com o blog!
Dezembro 21, 2007 ás 6:47 pm |
Lisá e Ricardo, obrigado pelos vossos comentários. São motivadores!
Um Feliz Natal para vocês.
Dezembro 28, 2007 ás 10:15 am |
É mesmo verdade. O espírito do Natal é amor, e amor eterno porque Deus é amor.
Foi por causa deste amor que enviou o Seu querido Filho por nós e para nós. Ele é o nosso melhor presente de natal porque se deu a Si mesmo a nós.
Por isso o espírito do natal é amor sempre, apesar do pecado e das circunstâncias.
O espírito do Natal é glória a Deus todo o ano pela dádiva do Seu melhor presente.
O espírito do Natal é paz na terra sempre porque Jesus nasceu para trazer-nos a paz.
O espírito do Natal é solidariedade social porque Ele está sempre solidário connosco ajudando nas nossas fraquezas.
Que 2008 seja marcado pelo verdadeiro espírito do Natal.