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Quando se instala, o corpo reage. Tremores, aceleração do ritmo cardíaco, adrenalina despejada na corrente sanguínea preparando-nos para atacar ou fugir. Medo! Sempre que a nossa integridade física é ameaçada por algo que não controlamos, ele toma conta de nós.
Por vezes paralisa-nos, tal qual um pequeno roedor diante de uma serpente. Quem já não o sentiu?
Medo de um estranho, medo de uma doença, medo de um acidente, medo de consequências, medo de uma reacção, medo do futuro, do desconhecido, do incerto… assim se terá sentido a jovem Maria quando se deparou com um estranho nos seus aposentos, Gabriel, o anjo.
“Maria, não tenhas medo, porque achaste graça diante de Deus.”
Esse encorajamento não poderia ser mais oportuno, afinal, era apenas o prelúdio de um desafio que ela nunca poderia prever: gerar, amamentar e criar o próprio Filho de Deus.
Como iria a família reagir? Uma rapariga solteira, virgem… grávida? O que iria o seu noivo pensar? Homem justo, paciente, esperando o casamento para “conhecer” a sua esposa… traído?!?
O futuro seria por demais incerto, perigoso até, não fosse Deus estar em cena. Na sua infindável sabedoria, Ele escolhera a pessoa certa.
Por vezes deixamo-nos “embriagar” pelo falso sentido de segurança que nos dá uma vida “estável”. Achamos que temos tudo debaixo de controle, até que o “destino” nos prega uma partida abrindo-nos os olhos para a realidade – não temos nada na nossa mão! Não podemos comprar o amor de um filho, a vida de um amigo, a saúde do nosso corpo, a garantia de que não perderemos tudo aquilo porque lutámos uma vida inteira… não sabemos o amanhã. Mas Ele sabe! “Para Deus nada é impossível.”
Que maior segurança do que nos entregarmos aos propósito daquele que tudo sabe, tudo pode e tudo amou? Diante de tamanho desafio, Maria não duvidou da fidelidade daquele que a chamava.
“Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra.”
No Natal lembramos, mais que tudo, que “o amor lança fora todo o medo”. Deus provou o seu amor para connosco com a maior dádiva de todos os tempos: o seu próprio filho. E ele, Jesus, amou-nos sem reservas até à cruz. Como não confiar num amor assim? Como resistir à sua voz? Nele, não precisamos de recear o futuro. Afinal, de uma ou de outra forma, “… todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus”!
Feliz Natal e muita paz de Deus!
Dezembro 4, 2007 ás 12:44 pm |
Tal como Maria, eu acredito na Fidelidade de Deus. Tento lembrar-me a cada dia (tenho até usado algumas estratégias, como lembretes) que todas as coisas, as boas e as más, contribuem para o meu bem, porque eu amo a Deus. Não importa se as circunstâncias apontam para o pior, o importante é que eu confio em Deus e sei que Ele tem o melhor para mim. Ele cuidará de mim como ninguém!… Uma das provas são vocês! Obrigada por fazerem parte da minha vida e me ajudarem a prosseguir. Amo-vos!
Dezembro 10, 2007 ás 7:54 pm |
Também te amamos! És uma boa amiga. Sei que Deus é fiel e no final de todas as coisas, nele, somos mais que vencedores!